10 fevereiro 2017

Introdução Alimentar: Como foi por aqui!

A Introdução Alimentar é um passo muito importante na vida dos bebês. A passagem para os alimentos sólidos e salgados.

Aqui em casa tive duas experiências totalmente diferentes e quero compartilhar com vocês.

Em primeiro lugar, sei que hoje está na "moda" a introdução alimentar BLW que consiste em entregar um prato para criança com o alimento em pedacinhos e permitir que ela explore e coma sozinho. Além da criança explorar os alimentos os come separadamente sentindo o gosto de cada alimento oferecido.

Nas minhas duas filhas preferi fazer da forma "tradicional" porque me sentia mais segura e era a forma que a pediatra poderia me auxiliar no que precisasse.

Se você está disposta a fazer pelo método BLW, se informe, pesquise e principalmente, tenha o respaldo de um profissional. Porque não são todos os bebês que podem e conseguem iniciar a alimentação dessa forma.



Com as minhas duas filhas amamentei exclusivamente até seis meses. Iniciei com fruta e suco. A médica pediu que iniciasse (para a criança acostumar mais fácil) com banana amassada ou mamão, maçã ou pera raspado e após a fruta dava suco natural. Poderia ser laranja, maracujá ou acerola. (a pediatra não importava que desse uma colherzinha de chá de açúcar no suco se estivesse mais azedo).

Com as duas comecei pela banana e suco de laranja por serem mais docinhas naturalmente. Eu escolhia dar no lanche do dia ou da tarde. A Míriam aceitou mais fácil o suco (bebia bastante), já a Cecília aceitou mais fácil a fruta, por isso ficava satisfeita mais rápido e bebia pouco suco.

No mês seguinte, a médica liberou outras frutas que quisesse e começamos com o almoço. No almoço pedia que desse um tipo de verdura, três de legumes, feijão em dias alternados e uma carne (frango, músculo ou peixe) ou ovo (somente a clara). Poderia usar um pouco de sal. 

Para a primeira semana não fazia exatamente como ela indicava. Achava que era muitos tipos de alimentos para uma refeição. Então, conforme foram acostumando fui aumentando conforme a médica indicou.

Colocava sal apenas na água que cozinhava os legumes para não ficar muito. 

A Míriam demorou muito para acostumar. Talvez por ter nascido dente somente após de 1 ano, fazia vômito se oferecesse o alimento somente amassado. Por isso, comecei a bater no liquidificador para ficar uma papinha mais lisinha, como um creme e assim, ela conseguia comer e foi acostumando aos poucos. Beeeem aos poucos.

Com a Cecília foi super tranquilo. Amou comida nas primeiras garfadas! Foi tão tranquilo que antes de um ano, comia normalmente, sem precisar nem amassar muitos os alimentos e sem que eu precisasse fazer comida separada para ela.

Após introduzir o almoço, no mês seguinte iniciei o jantar. Com a Míriam meu leite diminuiu e a Míriam teve uma queda no peso. Por isso, a médica indicou dar leite em fórmula e na mesma hora a Míriam parou de amamentar por vontade própria.

Com a Cecília, foi diferente, continuou aumentando o peso de acordo com o esperado e só parei de amamentá-la com 1 ano e dois meses (como contei aqui).

Hoje, a Míriam com 7 anos e a Cecília com 1 ano e 4 meses, comem de tudo. Amam frutas (trocam por qualquer coisa) e comem tudo que ofereço. A Míriam começou a rejeitar quiabo (mas se tem no prato, a faço comer) e a Cecília tem aflição com verduras, mas de tempos em tempos ofereço.

Aliás, isso é uma última dica que posso dar. Mesmo que a criança rejeite algum alimento, ofereça as vezes. A Míriam não gostava muito de ovo e hoje, ela ama. As crianças mudam muito de paladar. 

Espero ter ajudado quem está passando ou vai passar por essa fase.

Se ficou alguma dúvida, comenta aqui embaixo que terei o maior prazer em responder. Se não souber, prometo pesquisar e assim, a gente aprende junto



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