21 novembro 2016

Por que somos julgadas como mães? Por que julgamos outras mães?

Temos visto na tv e internet campanhas contra julgamentos que recebemos como mães. Seja de pessoas conhecidas ou não.

Creio que toda mãe já foi julgada: seja por amamentar ou não amamentar, por não alimentar o bebê como outra pessoa acredita que seja melhor, por colocar na creche ou por não trabalhar fora de casa para cuidar dos filhos, por dar ou não chupeta, por sair com o bebê na rua em dia de sol ou frio...

Ou seja, se você perceber de qualquer forma somos julgadas. O que não entendo é por que muitas vezes julgamos outras pessoas na mesma medida que somos julgadas e não gostamos?

Imagem: Pinterest


Se é tão ruim uma pessoa comentar algo contrário que fazemos com nossos filhos, por que também fazemos com outras mães?

Acredito que o melhor para nosso filho é aquilo que acreditamos. Mas, se não é para nossa amiga ou até mesmo a desconhecida que encontramos na rua, por que acreditamos que temos a voz da razão e temos que mudar o modo dela educar seus filhos?

Não estou falando que não podemos aconselhar ou dar um "toque" à uma amiga. Mas há formas de fazer isso e também assuntos necessários e não necessários. Se sua amiga quer dar chupeta para o filho dela porque você tem que convence-la a não usar? Isso é uma opção dela. Agora, se você percebe que ela  está tendo dificuldade em amamentar, aí sim, é algo para aconselhar, ajudar... 

Outro dia estava numa lanchonete em minha cidade. Essa lanchonete sempre está cheia, então, as pessoas acabam sentando junto à outras mesmo não se conhecendo.

Perto de mim sentou uma senhora com seu neto. Era evidente que ela não sabia o que fazer com ele. A criança devia ter entre um ano, um ano e meio e queria brincar com a tampa da garrafa pet. A avó falava o nome dele o tempo todo, como se ele estivesse "aprontando", mas estava apenas sendo criança. Ela o colocava sentado e ele mal conseguia se equilibrar na cadeira. Fiquei com pena porque era nítido que ela não sabia como cuidar dele, lanchar e dar lanche... estava perdida!

Do outro lado tinha uma mulher que observava com cara feia. De repente aquela vó colocou refrigerante na mamadeira do neto para dar para ele. A mulher que olhava, então perguntou para a avó quantos anos o menino tinha. A avó não sabia se respondia ou segurava o lanche ou o menino. E assim, começou uma chuva de julgamentos em cima da pobre senhora: "você está dando refrigerante para ele? Sabe o quanto de açúcar  tem isso? Sabia que faz mal? A senhora está fazendo algo ruim para ele, sabia?"

Eu fiquei perplexa com aquela mulher. O que ela tem com a vida daquela mulher? Por que ao invés de ajudar, julgar o que ela estava dando para o neto? 

Uma vez vi um vídeo que nunca vou esquecer. É um canal de uma especialista em sono infantil. Perguntavam para ela se era certo fazer cama compartilhada e ela respondeu: "O certo é aquilo que funciona para você. Se está te incomodando, mude! Se está feliz assim, continue".

Acho que isso é um ótimo conselho para nós, mães. A educação de filhos não é uma verdade absoluta. Se funciona para nós, vamos seguir em frente. Se não funciona, vamos tentar mudar. 

Mas se uma outra mãe não faz como nós fazemos, não quer dizer que esteja errado. Quer dizer que não funciona para ela. Simples assim!


Gostou do "textão" de hoje? Comenta embaixo!

Se ficou alguma dúvida, comenta aqui embaixo que terei o maior prazer em responder. Se não souber, prometo pesquisar e assim, a gente aprende junto.


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