20 junho 2016

Será mentira ou fantasia?

Quando estou lecionando em uma turma de Educação Infantil, sempre faço uma roda para conversarmos no início da aula. É um momento importante de interação com as crianças.

Após um fim de semana, ao perguntar para as crianças o que fizeram no final de semana, sempre deparo com alguma criança que conta histórias que nitidamente são inventadas.

Mas... será que isso é fantasia ou mentira? Como identificar quando é um ou outro?

Bem, primeiro vamos entender porque as crianças fantasiam. A fantasia ajuda a criança a entender o que se passa ao seu redor e na construção da sua personalidade.

Contribui para que a criança, durante da brincadeira, reconheça seus sentimentos e para nós, adultos, entendermos o que se passa com ela.

Sempre falo que observar uma criança brincando é o melhor termômetro para percebermos como elas nos vem. Se brinca com agressividade ou amor... principalmente quando brincam de casinha.

Quando ela fantasia a intenção não é mentir. Na escola e em casa vou escutando o que meu aluno/minha filha tem a dizer e num certo momento pergunto: "Essa história aconteceu ou você que criou?". Então eu digo: "Agora a professora/a mamãe quer ouvir o que te aconteceu de verdade. Depois a gente continua a inventar histórias".

Essa reação ajuda as crianças a entender o que é inventado e o que é realidade. Que há momento para um e para outro. Que o adulto entende a necessidade de ouvi-lo inventar, mas também se interessa com o que está acontecendo de verdade.

Imagem: Pinterest


Mas e a mentira? Mentira normalmente é contada por crianças maiores. Geralmente acontece por querer esconder algo por medo.

Por isso, quando nos deparamos com a mentira (quando ela quer enganar, encobrir algo...), devemos conversar com amor. Explicar que é uma inverdade e dar oportunidade de retratar o erro. Mostrar que a mentira traz consequências. 

Gosto muito de contar aquela história do menino que mentia dizendo que o lobo vinha e depois ninguém mais acreditava nele. A história ajuda a criança a se colocar no lugar do outro e a relação com a confiança que devemos ter com o outro.

Toda etapa que a criança está, é preciso que tenhamos paciência para explicar a ela o que está vivendo e como agir.

Se ficou alguma dúvida, comenta aqui embaixo que terei o maior prazer em responder. Se não souber, prometo pesquisar e assim, a gente aprende junto.



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