13 junho 2016

Educação Domiciliar

Fiquei surpresa quando li algumas reportagens de como tem crescido os adeptos à Educação Domiciliar (homeschooling) no Brasil. Antes de ter uma opinião formada sobre o assunto, tenho durante alguns meses lido muito argumentos de pessoas a favor e pessoas contra.

Bem, mas se você não sabe como funciona, vamos começar por aí. Muitos pais tem demonstrado insatisfação com o sistema escolar regular. Acreditam, que não tem cumprido sua função. Também querendo que seus filhos fiquem longe da violência e bulling preferem adotar o sistema de educação domiciliar.

A forma educacional é variado: há pais que se encarregam de lecionar, professores eventuais contratados para uma ou outra disciplina, atividades em horários e locais variados e por aí vai...

Imagem: Pinterest


Ao ler os argumentos dos pais adeptos a esse sistema educacional fiquei me perguntando: Será que colocar o filho em uma bolha, querendo "livrá-lo" de outras crianças que possam ser maldosas ou até violentas, os pais estão mesmo o criando para a vida? Será que está preparando essa criança para enfrentar as diversidades ao crescer?

Será que estudando apenas com crianças que tem a mesma vivência, as mesmas experiências de vida, não limitaria seu aprendizado? Quantas vezes estamos aprendendo algo com o professor e um colega levanta uma questão que nem pensamos...

Outra questão que me preocupou e até indignou foi o fato de muitos acreditarem que eles mesmos, como pais, podem educar seus filhos. Isso é menosprezar a formação de professores, coordenadores, orientadores... Quem trabalha na área de educação sabe o quanto nos dedicamos não só durante a formação, mas constantemente para que o aluno tenha êxito.

Será que ao invés de agir em causa própria, individualmente, tentasse juntos com os professores reivindicar melhores condições na educação, não seria muito melhor?

São questões a serem pensadas!

Além de todas essas questões que expus (opinião pessoal), tem um agravante importante: hoje de acordo com a LDB (Lei de Diretrizes e Bases da Educação Nacional) é obrigatório que crianças e jovens entre 4 e 17 anos frequentem uma instituição de ensino. Salvo casos específicos como: saúde, estar no exterior...

Os pais que não matriculam seus filhos podem ser denunciados, precisam pagar multa e passar a cumprir a lei.

A legislação pode até ser mudada se continuar aumentando os adeptos e esses projetos que pedem a regularização da Educação Domiciliar for aprovado. Mesmo se acontecer, valerá apenas em situações específicas, como acontece em outros países. Os pais precisariam justificar e aguardar aprovação governamental, por ser sempre uma segunda opção de método educacional.

E você? Qual a sua opinião? Não deixe de comentar!

Se ficou alguma dúvida, comenta aqui embaixo que terei o maior prazer em responder. Se não souber, prometo pesquisar e assim, a gente aprende junto.

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