16 maio 2016

Minha filha usa óculos!!!

A Míriam, minha filha mais velha, tem 6 anos (fará 7 anos no mês que vem) e aos 4 anos e meio começou a usar óculos.

Desde então, muitos pais me perguntam como descobri, como desconfiei, como foi o diagnóstico... e resolvi falar com vocês sobre isso hoje.

É engraçado, há muito tempo trabalhei em uma ótica e estudei muito sobre isso. Sempre quando lemos sobre o assunto, vemos acerca do que pode caracterizar uma pessoa precisar usar óculos.

Pode ser dor de cabeça (principalmente ao sair da escola), olhos irritados ao fazer tarefas escolares, franzir a testa para enxergar algo, se aproximar da televisão ou computador... e por aí vai.

A Míriam não tinha nenhuma dessas características. Nenhuma! Mas desde os dois anos a levava no oftalmologista para ver se ela precisava de óculos porque há casos na família do meu marido.

Vale dizer que conseguir um oftalmo que atenda uma criança de dois anos é um achado! Muito difícil mesmo! Levei, então a Míriam dos dois até os 4 anos (quando realmente vimos que ela precisava de óculos) em um renomado médico da minha cidade.

Porém, além de achá-lo sem paciência com criança, ele tentava fazer exame de forma convencional nela. daqueles que coloca a lente nos óculos e pergunta para a criança que desenhos tem a sombra (que aparece somente a silhueta) ou aqueles que tem a letra "E" em várias posições e a criança tem que dizer em qual posição está.

Ela não conseguia fazer dessa forma. Respondia tudo errado. Dava para ver que respondia o que vinha a cabeça. Afinal, como uma criança de 2 anos conseguiria responder essas perguntas? Sem contar que nem eu, conseguia entender as silhuetas...

Por sugestão do meu pais preferi procurar uma oftalmologista mulher. a gente achou que se conseguisse alguma que atendesse crianças pequenas, teria mais paciência que um homem. Parece preconceito, mas infelizmente é a realidade. Normalmente as mulheres tem muito mais paciência e deixam as crianças mais seguras.

Aleatoriamente marquei com uma que atendia pelo meu plano e foi (sem querer) a melhor coisa que fiz.

Míriam com seu primeiro óculos


A médica conversa com a criança, tem muita paciência e faz o diagnóstico através de vários tipos de exames (aparelhos usados durante a consulta mesmo) e para garantir o diagnóstico certo, pediu que voltássemos para refazer os exames sem dilatação da pupila.

Para nosso espanto, além de miopia (o esperado), a Míriam tinha astigmatismo alto. A médica receitou o óculos, mas não com a dioptria (grau) completo. Assim, acostumaria aos poucos.

A cada seis meses voltamos para novos exames. Infelizmente miopia tende a ir aumentando, tendo um pico maior na adolescência.

Depois de começar a usar óculos, ela percebeu o quanto enxergava mal. Percebeu como realmente era o rosto dos animais, que existia algo a longa distância... Para ela a vida era daquele jeito!

E isso é um ponto importante! Mesmo que seu filho não apresente algum sintoma, leve a um especialista, que não só tenha paciência com crianças, mas que não faça o exame de forma convencional. A médica da Míriam diz que o uso daquela lente (pedindo que diga quais letras estão aparecendo), dão um diagnóstico mais preciso, mas normalmente as crianças não conseguem dizer qual a lente fica realmente melhor.

O post ficou grande, mas queria compartilhar essa experiência com vocês. Na quarta-feira dou dicas de quais tipos de óculos é melhor para crianças e como conversamos, educamos, ensinamos a ter cuidado e como ela lida com o uso do óculos. 


Se ficou alguma dúvida, comenta aqui embaixo que terei o maior prazer em responder. Se não souber, prometo pesquisar e assim, a gente aprende junto.



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